Como referi no post anterior, eu colecciono mapas também. Tenho alguns oferecidos, por embaixadas, numa exposição de âmbito cultural na minha antiga escola (o que me leva a pensar: será que, se pedir a outras embaixadas mapas dos países que representam, elas me enviam?), outros já velhinhos que o meu pai utilizava devido à profissão dele, uns que trouxe de países onde estive, como um do centro de Bucareste dado pelo senhor do Hostel onde estive na penúltima noite, com os nomes das ruas, indicações para voltar ao Hostel ou de lugares para se visitarem - as ruas têm quase todas Nicolae ou George em Strada, o que foi uma pequena complicação em termos de orientação quando saí para passear por volta das oito da manhã ainda sem pequeno-almoço tomado.
Bom, isto tudo para explicar o quão contente fiquei quando recebi este postal ontem (enviado por uma postcrosser Finlandesa).
A minha caixa de correio hoje teve um dia cheio de alegria! Cinco postais, sendo que três deles foram realmente uma surpresa! E o melhor? Gostei de todos, adorei dois deles. A juntar a isso, fiquei a saber que consegui levar mais alguém, neste caso a Papoila, a participar neste projecto. Para uma postcrosser o dia não podia ser mais positivo!
Os três postais surpresa que recebi foram da Novia, residente na Alemanha mas nascida na Indonésia. Aliás, foi o facto de ela ser originalmente da Indonésia e de eu, como ela ficou a saber da primeira vez que trocámos postais, ser completamente fascinada por esse país, que levou a que ela me surpreendesse com três postais (estes de Munique).
Desde que recebi um postal oficial da China e que era um mapa do metropolitano de Beijing, que fiquei encantada por este tipo de postal. Eu, para além dos postais, colecciono mapas de vários tipos, então é uma conjugação perfeita. Fiquei maravilhada por ter recebido este de Munique!
Enviou-me também um do Estádio do Bayern. Tive de o mostrar logo ao meu irmão que, muito admirado, me respondeu "Afinal isso dos postais e bué fixe!".
O outro é uma imagem, de noite, da Marienplatz. Achei piada ao pormenor da altura do dia, ela sabe o quanto gosto de postais que mostrem o anoitecer/a noite nos lugares.
Gostei bastante da mensagem deste postal.
Foi um dia bom e ainda nem vos mostrei o outro postal que adorei!
Existe uma lista de reprodução para cada momento da nossa vida. Ou algo assim do género.
Vinha eu no carro quando começa a passar We found Love de Rihanna. Existem umas quantas músicas que me fazem recordar o tempo que estive na Roménia, mas esta em especial faz-me abrir um sorriso e sentir umas saudades doidas, mas boas. Muito boas. Boas do tipo "vou cultivar este contacto e um dia vamos repetir a companhia". Toda a vez que a ouço, automaticamente sinto-me a assistir a um vídeo desses momentos com esta música de fundo: A visita a Brasov e ao ringue de patinagem, os passeios pela neve, os almoços e os jantares, as vezes em que nos reuníamos nos quartos para conversar ou apenas ouvir música, as descidas na neve em sacos de plástico, as viagens de autocarro, as conversas nos bares, a aventura nocturna em Bucareste...
Eu gostei de os conhecer a todos e essa música bem me confirma isso, mas sinto falta de mis panas: A Sara e o Frodo. Tenho de os apresentar melhor por aqui.
Realmente encontrámos algo. Eu encontrei algo. Uma onda muito positiva. Gente muito apurada. Um pouco de felicidade.
Convidaram-me para ir a Alvalade assistir ao jogo. Como recusar boleia e bilhetes oferecidos?
Ora, 'bora lá, vai saber-me bem. Espero que me paguem uma bifana também.
*se o mê Vitórrrra ganhar ao Benfica.
Eu vinha escrever em tom jocoso que eu não podia ser a única pessoa com uma família deste género: como num circulo familiar não tão grande, daqueles de direita, há um enredo completamente novelesco. Traições, sequestro, escravidão, tentativas de suícidio, transtornos mentais, violações e, mais recentemente, um membro ligado que falece jovem sem causas ainda apuradas. Entre outras. Mas agora estou completamente zangada.
Hoje a minha avó ligou-me por volta da hora do almoço e perguntou se eu podia lá passar. Pelo tom de voz dela, percebi que algo de errado se passava e perguntei-lhe. O meu avô tinha sido detido. Porquê? Por agredi-la fisicamente (e não só).
Lá fui eu.
Chegada à casa da minha avó, sou informada de toda a situação. Numa das confusões originadas pelo meu avô, a minha avó chamou a polícia. A polícia chegou e testemunhou o meu avó a esbofetear a minha avó enquanto a agarrava. Os polícias imobilizaram-no e, dando voz de prisão, algemaram-no. Já algemado o meu avô verbaliza uma ameaça bastante grave (razão pela qual mais indignada e preocupada estou): E ainda vais levar mais! Atiro-te da janela!
Os polícias ouviram tudo, tanto que isso faz parte do auto de prisão (é assim?).
Avisaram-nos que a minha avó teria de comparecer no hospital na segunda-feira e no Tribunal hoje por volta das 14h30. Fui com ela.
Passámos a tarde toda no Tribunal. Ela a prestar declarações, a advogada lá, ele penso que também o fez apesar de não o ter visto. Quando saímos de lá, ele estava ainda a ser ouvido. Viemos com a advogada da minha avó embora, esperando que ele pelo menos fosse proíbido de regressar a casa, especialmente depois da ameaça feita na frente dos polícias.
Pois claro. Acabou de ser ouvido. Resultado? Pode voltar para casa, tem apenas de se apresentar duas vezes por semana na polícia! (!!!!!!)
Isto faz sentido na cabeça de quem? Digam-me. Não faz. Pode continuar em casa a infernizar-lhe a vida e a ser uma pessoa violenta e estúpida desde que se apresente todas as semanas na polícia?!
A história vai mais ou menos assim: Eles são divorciados há cerca de seis anos, mas ele recusa-se a sair de lá. Questões de partilhas e tal. Eles são divorciados porque o meu avó traía a minha avó. Eu já o apanhei em flagrante. Outros familiares também. Para além disso, todo o dinheiro que resultou da venda do armazém e outros bens, ele gastou todo com fulana número dois. Eu tentei sempre não misturar as coisas porque afinal de contas não era um mau avô, mas isto já está a um outro nível. Eu não posso compactuar com uma coisa destas. Continuando: já não é a primeira vez que existem confusões e agressões do género. Então por que raios neste mundo, com todo o historial da situação, um juiz vai permitir que um homem destes volte para casa?
*Campanhas que tanto dizem para que não nos calemos nem nos envergonhemos. E não fazemos isso, mas eles calam-nos porque sim.
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